Novo Blog

Quinta-feira, Dezembro 08, 2011
Postado por: George Marques.
Sim, mais um. Para algum perdido que ainda acompanhe esse blog por RSS ou algo parecido, assinem meu novo blog pessoal (que prometo manter por um bom tempo): http://blog.georgemarques.com.br.

Esse será meu único blog (por enquanto), então considerem todos os outros exintos.

No ônibus

Sexta-feira, Janeiro 21, 2011
Postado por: George Marques.
Ele está num ônibus. Sentado, olha através da janela empoeirada. Olhando para tudo, mas vendo só uma coisa ou outra. O fone de ouvido mantém a trilha sonora e os óculos escuros são como um filtro de fotografia.

Uma árvore chama a sua atenção. Madeira que sobrevive na selva de pedra. Ao se aproximar, faz ele olhar para o céu. Uma nuvem interessante, com o formato de um grande dragão branco sobre o fundo azul-cinza. Um prédio mais alto cobre a nuvem. Seus olhos se voltam para os muros. Banners, adesivos, pichações e pinturas em toldos e marquises. Sobra poluição visual, apesar de tudo que tenha sido feito contra isso.

Daí ele vê as pessoas. Transeuntes correndo atrás de seus assuntos, às vezes sem pressa. Uma senhora e uma garota - seria sua filha? - tomando sorvete enquanto caminham carregando sacolas de compras. Um rapaz joga o papel de bala no chão e provoca um franzir de sobrancelhas. Outro empresta um isqueiro para a moça com cigarro na mão. Um terceiro corre da chuva iminente.

Foi quando ele a viu. Sim, aquela por quem vocês já estavam esperando. Os olhos azuis o fitaram e a expressão de ambos ficou tensa. Ele levantou os óculos e o mundo parou. O ronco do motor do ônibus silenciou. Vidas foram trocadas, uma pela a outra num contato a distância entre os círculos de madeira dele e os de safira dela. Tudo se movia lentamente. Tão lentamente que ele achou que nem se movia, até que as safiras sumissem de se campo de visão.

Ele ficou feliz. "Hoje eu encontrei o amor da minha vida".

Mesmo que eles talvez nunca mais se vissem novamente.

Tumblelog

Quinta-feira, Janeiro 20, 2011
Postado por: George Marques.
Mais uma vez influenciado pelo Dalleck, resolvi me render ao Tumblr. Nunca vi necessidade de criar um, afinal eu mal atualizo esse blog, criar mais um seria exagero.

Porém, o Tumblr não bem um "blog". Aqui gosto de postar textos completos e bem pensados, opiniões e desabafos mais bem explorados. Já o Tumblr é para pensamentos aleatórios, sobre o que está passando pela cabeça no momento, sem me preocupar muito com o resultado final. É, praticamente, uma extensão do Twitter.

O Dalleck começou a escrever poemas e criou um Tumblr para postá-las e acabei seguindo a mesma linha. Sou um aprendiz de compositor e de vez em quando escrevo algumas canções, mas poesia é algo diferente, pois não preciso me importar com a melodia. É um jeito legal de me expressar, diferente da música e da prosa dos textos que posto aqui.

Bem, é só isso e quem gostar de poesia (embora seja possível que eu coloque lá outras coisas, como fotos), pode acompanhar o meu perfil no Tumblr (e o do Dalleck também)

Sonho de Infância

Terça-feira, Janeiro 04, 2011
Postado por: George Marques.
Quando eu era criança, enquanto todos os meus colegas sonhavam em ser bombeiro, policial, médico ou mesmo super-herói, o que eu queria mesmo era ser escritor. Não sei bem porque isso me ocorreu naquela época, pois não lembro muito bem da minha infância (e isso é eufemismo), mas, desde que posso me recordar, o que eu queria ser quando crescer era escritor. Pode ser que o fato de eu ter aprendido a ler mais cedo do que os outros (aprendi a ler com cinco anos, antes mesmo de entrar no pré-primário) tenha me ajudado a sonhar com esse destino, embora eu não tenha muita certeza de que li tantas coisas assim.

Uma das poucas coisas que tenho lembrança, foi que minha mãe comprou uma máquina de escrever. E eu e meu irmão mais velho, que foi quem me ensinou a ler (bem, eu não lembro disso, mas é o que dizem), tínhamos nossas "editoras" e vendíamos um ao outro pequenos livros feitos de papel A4 dobrado e grampeado. Este foi provavelmente um dos estímulos que me levou a pensar na carreira de escritor, mesmo ainda sendo criança.

Eu tinha um projeto tão grandioso de livro que poderia se comparar ao Senhor dos Anéis de Tolkien, embora ainda não conhecesse a obra. Lembro que tinha algumas referências aos Cavaleiros do Zodíaco, que assistia na época (é, faz bastante tempo). Talvez o projeto não fosse tão exacerbado assim no início, mas, com o tempo, foi ganhando forma e cresceu mais do que eu poderia e esperar. Na verdade, ainda espero concluí-lo, mas isso ainda é algo para o futuro.

Acabei, infelizmente, deixando de lado esse meu lado escritor. Não é à toa que não posto tanto aqui no blog. O lado capitalista se fez necessário e, convenhamos, não é uma carreira muito lucrativa. Talvez seja para os autores de best-sellers, mas não para alguém como eu. Deixei meu sonho de infância na gaveta, embora sempre voltava lá e pensava numa ideia ou outra. Talvez tenha sido a frustração de começar muitos livros, mas nunca terminá-los. Cheguei a avançar bastante num deles que estava até bacana, apesar de ser bem simples, todavia ele foi parar no limbo dos HDs com defeito, para o meu azar.

De uma ideia que tive recentemente (ou nem tanto), voltei a tentar escrever e estava indo bem quando percebi que comecei a contar a história pela parte chata. Entre eu desistir e voltar a escrever a partir da parte legal, achei uma sinopse de outro projeto perdida nos meus backups e decidi que seria o primeiro livro que iria terminar. Até que estou indo bem, pois já escrevi pouco mais de trinta páginas no Word quase sem parar por muito tempo. O problema é que a história caminhou para um rumo diferente do que eu esperava e ficaria difícil de definir um gênero específico, tornando-o pouco provável de ter um valor comercial para que eu consiga publicá-lo. Enquanto que aquela primeira ideia que citei tem um pouco mais de chance de estar na estante das livrarias. Como o @eduardospohr (autor de A Batalha do Apocalipse) disse num tweet, "não importa o quão talentoso você seja, seus primeiros textos serão uma merda" (não me lembro exatamente das palavras, mas era isso), então decidi escrever meu livro não-comercial para ganhar experiência. E assim acabei me comprometendo a escrever os dois paralelamente.

E me veio na mente um pensamento: se alguns blogs viraram livros, por que não um livro virar blog? Apesar de ainda não ser um livro, poderia publicá-lo em forma de postagens. Minha intenção é treinar para melhorar minha escrita e tentar lançar um livro realmente bom. Mesmo que eu resolva terminar meu livro teste, só vou ter um feedback quando concluí-lo, a não ser que mande para alguns amigos lerem conforme eu avançasse na história. Daí a ideia: uma forma prática de fazer isso é criando um blog.

Minha pretensão é de publicar um post por semana, contendo uma página ou talvez um pouco mais que isso, para não cortar uma cena pela metade (o que talvez eu faça se houver necessidade). Como já escrevi algumas páginas, posso começar logo e enquanto estas ainda estão sendo publicadas, escreverei as próximas. E, se tudo der certo, meu outro projeto vire um livro de verdade e eu realize meu antigo sonho de infância.

O Bom Dia

Domingo, Novembro 14, 2010
Postado por: George Marques.
Comum à cordialidade brasileira, o "bom dia" já faz parte do cotidiano. Nada mais justo do que, ao encontrar alguém pela primeira vez no dia, dizer-lhe tal cumprimento.

Há aqueles que respondem "e o que é que tem de bom?", coisa que eu nunca entendi. Pois quando alguém lhe diz "bom dia" esta pessoa deseja que seu dia, ou pelo menos o resto dele, seja bom. Mesmo que seja apenas em teoria, esta resposta não é válida.

Aliás, o problema que eu vejo nesta expressão é justamente esse: é apenas teoria. Talvez um ou outro seja sincero, mas a maioria nem deve perceber o que está dizendo. O que me deixa meio mal, pois, se depender deles, meus dias nunca serão tão bons assim.

Por isso, quando digo um "bom dia" alguém, tento ser sincero. Eu realmente quero que tal pessoa tenha um dia bom. Por mais que eu não goste, ou não me importe com ela, não me fará diferença se esta tiver um dia agradável.

Assim, nessa minha sinceridade com o cumprimento, fico na esperança de que quem me responda também esteja sendo sincero. Do tanto de gente que cumprimento todos os dias, por mais que eu só tenha mais contato com alguns, muitos dizem "bom dia" e se apenas alguns deles estiverem sendo sinceros, alguém desses terá  seu desejo realizado e eu terei um bom dia. E ele, recebendo meu desejo sincero também, tem uma maior chance ter um dia bom de verdade.

E, para todos os que tenham lido, bom dia (e não faz diferença se você estiver lendo à noite).

The Two of Me

Quinta-feira, Outubro 07, 2010
Postado por: George Marques.
Muito estranho isso. Quando descobri que existem dois de mim. Ambos em minha mente, discutem o tempo inteiro. O bom e o mal? Não. Eu os defino como o racional e o emocional.

Sempre funcionei como uma esponja para informações. Alguns dizem que isso é chamado de inteligência, mas eu não tenho tanta certeza. De qualquer forma, acabei aprendendo algumas coisas sobre minha psique. Acredito que sou introvertido, misantropo por natureza, possuo déficit de atenção e, muito provavelmente, sou portador da Síndrome de Asperger. Recentemente descobri o termo disgrafia e percebi que tenho uma tal de distimia, embora isto seja praticamente um auto-diagnóstico.

E sobre esta última é que me inspiro para fazer este post.

A distimia é quase uma depressão. Acabei abandonando o que fazia e não tenho mais vontade de tentar coisas novas. Não tenho ânimo para sair de casa. Só o trabalho e a banda me tiram de casa. E isso me desgasta ainda mais.

O pior de tudo isso é que eu SEI de tudo. Como dizem: "a ignorância é uma benção" ou "os ignorantes são os mais felizes". Concordo totalmente. É muito mais tranquilo quando você não sabe o que acontece. Isso te exime das responsabilidades.

E foi aí que eu percebi esta esquizofrenia de minha parte: existem dois de mim. O racional e o emocional. Eu sei o que tenho e sei o que tenho que fazer pra resolver. E traço um plano metódico e infalível. Mas vem o meu outro eu e me tira as vontades. Domina meu corpo e me carrega na direção contrária. Me impede de falar. Me deixa com medo e ansiedade. E é esse justamente o lado com defeito.

O meu lado emocional tem um controle sobre mim bem maior do que o racional. Por mais que eu seja frio, as emoções me sequestram e não me deixam agir de acordo com os planos. E o lado emocional nunca me conta o que está acontecendo. Nunca sei o que estou sentindo. Se é medo, raiva, paixão ou ansiedade. Só descubro pelas referências corporais: suor, enjôo, dor no estômago ou coisas do tipo e nem sempre descubro.

Daí que cheguei a este impasse: sei o que tenho que fazer e o que quero fazer, mas não consigo: meu corpo não se move ao meu comando. Sei  que falar, minha mente não para sequer por um instante, mas minha língua não se move e meus lábios permanecem fechados.

Eu sei o que sou, sei o que tenho que mudar e, sinceramente, odeio quando as pessoas resolvem me contar o que já sei, mas não as culpo, já que a culpa é minha por nunca contar. Mas eu odeio isso porque eu não quero que me digam o que eu sou ou o que tenho que fazer, eu já sei de tudo isso, quero que me ajudem e empurrem para fazer aquilo que preciso.

O que aprendi sobre os introvertidos é que estes tem dificuldade para falar, mas tem facilidade para escrever. Por isso me dediquei a este post, para ver se sai alguma coisa da minha cabeça. Aqui meu lado racional consegue dominar. É difícil ele conseguir chegar até aqui e quando chega ainda tem que brigar com o  outro lado para não desistir. Por isso não vou ler o post, pra não apagar nada, e peço desculpas se sobrou algum erro de ortografia e/ou gramática. Se é que alguém vai ler isso aqui.

Killing In The Name Guitar Cover

Quarta-feira, Setembro 08, 2010
Postado por: George Marques.
Como já disse certa vez: "To com uma baita preguiça de escrever (não é falta de idéias, é preguiça mesmo). Então vou só tocar."


Untitled

Quinta-feira, Agosto 26, 2010
Postado por: George Marques.
A noite era tão clara
As luzes ofuscam as estrelas
O dia era tão claro
E o sol não vejo mais
Não que eu me importasse
Mas é que eu estranhei
O mundo mudou muito
O que há hoje já nem sei


Não me lembro quando escrevi isso. Achei um papel perdido enquanto estava arrumando algumas coisas. Também não lembro o que estava pensando na época. Achei interessante e resolvi postar aqui.

Inverted Instruments

Sexta-feira, Agosto 20, 2010
Postado por: George Marques.

Guitar Jams

Segunda-feira, Julho 05, 2010
Postado por: George Marques.


Um vídeo inspirado no MysteryGuitarMan.